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Diários do Niva (12) – Nossa “entrada” na Argentina.

“Para além do Rio Uruguai”

Chegamos a exatamente 1000 kms de estrada na ponte sobre o Rio Uruguai entre os dois Países. (foto acima)

Com tudo pronto e tendo visitado 4 dos povos missioneiros da Banda Oriental, pela ordem, Santo Ângelo, São João Batista, São Miguel e São Borja, seguimos viagem para a Argentina onde visitaríamos Posadas e Santo Ignácio Mini, mais duas ruínas jesuíticas além de passar a virada do ano, já que já estamos aqui no dia 30 de dezembro. Não se espante com o visitaríamos. Você vai entender porque.

Olha a cara de felicidade do Rovilson.

Mas nosso período na Argentina durou pouco. Ao chegar na ADUANA já do lado Argentino, tivemos nosso carro revistado e aprovado, e Rovilson foi tirar os documentos pessoais necessários, o “permisso”  para nossa entrada. Mas para nossa surpresa, nossa entrada não foi autorizada, pois faltava para Rovilson o documento de identidade ou passaporte, tendo em vista que a Carteira de Motorista não vale como documento para entrar na Argentina.

Assim fomos impedidos de entrar na Argentina e tivemos que voltar para o Brasil. Foto abaixo é da ADUANA, de onde tivemos que regressar. Essa atitude por parte do Governo argentino gerou um importante incidente diplomático, que fez inclusive a Presidente Dilma retirar o convite a Presidente da Argentina de comparecer a sua posse.

Deste modo tivemos que abortar o plano inicial, voltamos a linda São Borja onde, apesar do abatimento traçamos novos planos, pois não queríamos passar a virada de ano na cidade.

O saldo do Rio Grande do Sul é positivo. Foram quatro missões visitadas como falamos, sendo duas delas em sítios arqueológicos tombados pelo IPHAN.  Assim terminou nossa aventura pelas Missões jesuíticas.

O desafio agora era outro, e grande.

Continua no próximo post.

Raoni, Raisa e Rovilson. “Não chores por nós Argentina.”


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