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Abertura da Semana Mundial da Amamentação é marcada com mamaço coletivo

Crianças que recebem aleitamento materno até os seis meses de vida são mais resistentes a infecções, alergias, doenças e até mesmo cólicas ou estresse. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda que o aleitamento materno seja até os dois anos de idade da criança, sendo o alimento exclusivo até os seis meses de vida. Contudo, essa não é a realidade no país.

A média brasileira de aleitamento materno exclusivo é de apenas 86 dias, de acordo com o Ministério da Saúde. E a média do tempo de amamentação é de 342,6 dias no Brasil, o que equivale a menos que um ano. Por isso, mais que um ato de amor, amamentar é cada vez mais um ato político.

Para a enfermeira obstétrica especialista em aleitamento materno e consultora em amamentação, Janaína Cichoski, é preciso mais incentivo à prática. “Amamentar só traz benefícios para a criança e a família”, assegura. “Para se preparar para amamentar, a mulher deve se informar durante a gestação, procurando ler sobre amamentação, colostro, descida do leite, pega correta, livre demanda e as fases do leite”, completa Janaína. “Com as informações corretas sobre amamentação, duvido que as mães deixariam de amamentar antes do tempo previsto”, considera a especialista.

A importância da amamentação é tão grande que tem até uma semana especial no calendário, promovida pela OMS juntamente com o Ministério da Saúde. A Semana Mundial da Amamentação (SMAM) 2018 acontece entre os dias 1 e 7 de agosto. A intenção é lembrar o quanto o leite materno pode fazer diferença na vida da criança, estimulando as mães a praticarem o aleitamento e sanando dúvidas a respeito do tema.

Amamentação, a base da vida

Neste ano, o tema da semana é “Amamentação, a base da vida”. A ideia é mostrar que, num mundo com tantas desigualdades, crises e pobreza, a amamentação é o alicerce da boa saúde ao longo da vida para crianças e mães. Isso porque previne a fome e a desnutrição em todas as suas formas e garante a segurança alimentar dos lactentes, mesmo em tempos de crise. Sem um ônus adicional sobre o rendimento familiar, a amamentação é uma maneira barata de alimentar crianças e contribui para a redução da pobreza.

Mamaço coletivo

Para marcar o início da SMAM 2018 em Campo Mourão, o coletivo “Flor do Ventre” está organizando um mamaço coletivo neste domingo, 29, a partir das 15 horas, no Parque do Lago. O evento é público e todas as mães que ainda amamentam são convidadas a participar. Pessoas interessadas e apoiadores também são bem-vindos. Para a doula e uma das idealizadoras da ação, Francini Pizzinato, o ato é importante para que a reflexão sobre o aleitamento materno comece a ter mais visibilidade na cidade. “Muitas mães deixam de amamentar porque encontram dificuldade ou até mesmo porque não têm noção da importância que é a amamentação”, explica Franicini. “Nossa intenção é chamar a atenção dessas mães para que o tema esteja em pauta e possamos difundir informações com evidências científicas, melhorando a qualidade de vida da criança e também da família”, pontua.

Além do mamaço coletivo, outras ações estão sendo programadas para a próxima semana, com encerramento no sábado, 4 de agosto, na Praça da Catedral. O curso de Enfermagem do Centro Universitário Integrado é parceiro das ações.


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