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Ministro de Temer, Ricardo Barros, é acusado de “venda” de cargo no governo do Paraná

O ministro da saúde, Ricardo Barros (PP), teve seu nome envolvido na delação bomba do dono da construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza. A denúncia veio a tona pela Folha de São Paulo e RPC e estão na delação do empresário que ainda precisa ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o delator, Ricardo Barros determinou valores a serem pagos para o cunhado, irmão da vice-governadora Cida Borguetti (PP),  Juliano Borghetti, a quem teria sido prometido um cargo na vice-governadoria do estado.

No entanto, o irmão da vice-governadora não poderia assumir a função, porque havia se envolvido em uma briga de torcida em Santa Catarina (no jogo entre Atlético Paranaense e Vasco) e ficado com a imagem desgastada. Assim, propôs a troca: nomearia alguém indicado pelo empresário e o empresário pagaria uma quantia a ele por mês. Ainda de acordo com a delação, primeiramente a quantia acertada foi de R$ 10 mil reais mês. No entanto, o delator afirmou que Barros sugeriu que a quantia paga deveria ser R$ 15 mil, valor do cargo na vice-governadoria.

“Disse que, entretanto, foi-lhe dado o direito à nomeação de um cargo na Vice-Governadoria, com salário de aproximadamente R$ 15 mil reais e me propôs a ‘venda’ dessa nomeação. Disse que eu poderia colocar meu filho Gustavo no cargo e em contrapartida eu pagaria ao Juliano uma quantia ‘por fora'” – diz trecho da delação.

O empresário afirmou que houve uma série de reuniões para tratar do assunto. Os encontros ocorreram na vice-governadoria e no Diretório Estadual do Partido Progressista, em Curitiba.

O ministro Ricardo Barros negou as acusações.


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